Gestão de Energia

Gestão de Energia | Faça você mesmo | Consumo não produtivo

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Na CUBi nosso propósito é alavancar o mercado como um todo. Estamos, portanto, comprometidos e dispostos a revelar alguns hacks de Gestão de Energia – ou maneiras inovadoras – de identificar pontos de ineficiência energética.

O consumo de energia pode ser muitas vezes correlacionado com a produtividade de um processo ou serviço. O jargão do setor é que essa correlação se chama “consumo específico“. A indústria de bebidas provavelmente terá uma métrica de volume/consumo de energia (por ex: litros/kWh, dm3/kWh, dal/MWh, etc) a indústria de plástico terá um consumo específico de massa/consumo de energia (por ex: kg resina/kWh, tonelada de resina/MWh, etc) e a de metalmecânica terá um indicador de massa removida/consumo de energia (por ex: kg removido/kWh, etc).

Essas métricas presumem que todo o consumo de energia se deve ao propósito direto de produzir algo. Entretanto, nem sempre é assim. Entre muitas fontes de ineficiência uma das mais comuns é o consumo não produtivo. Como o nome diz, o consumo não produtivo é aquele em que ocorre sem que se produza valor imediato.

Por exemplo, vamos supor que uma indústria funcione em 2 turnos, entre 08h00 e 01h00. O consumo energético dessa indústria no período em que os turnos não estão ocorrendo, ou seja, entre 01h00 e 08h00 deveria ser nulo se o consumo energético apenas acontecesse durante a operação. A realidade é que muitos sistemas consomem energia mesmo em períodos não produtivos. Uns ficam em stand by (pode ser para manter as configurações ou por falta de atenção), ao passo que outros sistemas realmente necessitam ficar sempre ligados (exemplo de linhas de ar comprimido que devem manter a pressão em determinados equipamentos). Um outro caso é a corrente vampiro, que é aquela corrente que os equipamentos consomem mesmo desligados (chamada também de phanton load).

Fato é que em muitos casos esse consumo não produtivo chega a ser bastante representativo. Já nos deparamos com casos de consumo não produtivo que somavam 35% do consumo total de uma indústria. Em média esse valor não deve passar de 10% do consumo total. Uma Gestão de Energia adequada é uma boa arma para identificar, prevenir e remediar esses problemas.

Ok, entendi. Como fazer uma melhor Gestão de Energia e descobrir meu consumo não produtivo de forma rápida e sem grandes custos?

Aqui a solução é simplificar. No medidor da concessionária que te entrega energia elétrica você deve anotar os números marcados lá no final do expediente. No início do próximo expediente você anota o número novamente. A diferença desses dois números pode ser considerado o consumo não produtivo daquele dia. O ideal é fazer isso todos os dias de um mês, mas se quiser extrapolar, multiplique esse número por 30 e veja o quanto seu consumo não produtivo representa do seu consumo total (compare com a conta da distribuidora do mês).

Se sua comparação der mais que 10% do total, você tem um vazamento de energia. Para explorar essa oportunidade mais a fundo teremos que saber qual equipamento ou sistema está causando esse efeito. A partir daí o medidor da distribuidora já é não é o bastante. Nesse caso o investimento em equipamentos de medição remota é fundamental para o diagnóstico. A CUBi começa a te ajudar a partir daqui, se quiser saber um pouco do que fazemos, visite nosso site AQUI.

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