sistema de gestão de energia

Sistema de Gestão de Energia

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O International Energy Agency (IEA) define eficiência energética como a fonte energética prioritária para a elaboração de políticas públicas visando o desenvolvimento sustentável da sociedade. Tanto sob a perspectiva de segurança energética quanto sob a ótica de desenvolvimento sustentável, um sistema de gestão de energia tem papel fundamental em efetuar a transição para uma sociedade produtiva mais sustentável e racional.

Nesse contexto, é fundamental o desenvolvimento de uma estrutura sólida e abrangente para orientar a gestão dos diversos tipos de consumidores energéticos. A ISO 50.001 (Sistema de Gestão de Energia) foi criada em 2011 com o intuito principal de estabelecer requisitos mínimos e específicos que garantam a melhoria contínua do desempenho energético da organização que a adotar. O atendimento destes requisitos leva uma organização a buscar continuamente a redução de seu consumo de energia, o aumento da eficiência energética de seus processos e o mais adequado uso da energia necessária para viabilizar as suas atividades.

Os resultados diretos da aplicação da norma incluem a adoção de um Sistema de Gestão de Energia (SGE), redução dos custos de produção e o aumento da segurança energética. Indiretamente, são reduzidas as emissões de gases do efeito estufa e, assim, atenuadas as mudanças climáticas.

Desde 2011, a ISO 50.001 foi a norma com curva de implementação mais rápida entre as ISOs 9.001 e 14.001 (figura abaixo). Entre 2015 e 2016, o crescimento da implementação da norma foi de 69%, puxado principalmente pelos mercados asiático e europeu. No Brasil, o avanço da aplicação da certificação 50.001 também tem sido significativo, porém ainda longe do ponto de saturação de mercado. Nesse contexto, diversas iniciativas de eficiência energética vêm sendo sistematizadas há mais de 25 anos, destacam-se o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL) e o Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (CONPET).

sistemas de gestao de energiaEmissão de certificados ISO entre 1993 e 2016. Fonte: base de dados do International Standardization Organization. Acesso em Agosto de 2018. Disponível em https://www.iso.org/the-iso-survey.html. Elaborado pelo autor.

 

Considerando que a ISO 50.001 é relativamente recente, a gestão de energia é uma daquelas áreas em que é comum encontrar oportunidades ainda inexploradas. São três os principais motivos:

  1. Apesar de energia ser um insumo necessário para quase todos os processos industriais e comerciais, raramente a energia faz parte do negócio da empresa. As empresas não vendem energia, elas vendem produtos/serviços que usam energia para serem entregues ao consumidor final. Por isso, a energia acaba sendo tomada como um custo fixo, pouco gerenciável apesar de sua alta relevância na estrutura de custos;
  2. Energia é um tema com muitos meandros técnicos. Variáveis técnicas como, fator de potência, energia aparente, harmônicas, potência e consumo não são consolidados para o consumidor. Sem contar as variáveis tarifárias e mercadológicas, como bandeiras, horário de ponta, demanda contratada, mercado livre, fontes incentivadas e classificação de nível tarifário;
  3. Por último, a mão de obra especializada em energia ainda é escassa no mercado. São raros os profissionais que concentram conhecimento técnico em elétrica, conhecimento mercadológico e ainda tem a sensibilidade necessária para saber identificar e comunicar oportunidades de melhoria. Por isso a mão de obra no setor acaba encarecendo iniciativas como a implantação de um Sistema de Gestão Energética (SGE) ou mesmo a ISO 50.0001.

Na CUBi a gestão de energia vem em primeiro lugar. Trabalhamos dia (e nossos algoritmos trabalham de noite ;] ) para facilitar e descomplicar a gestão de energia. Nossa proposta é tirar jargões, facilitar o acesso à informação, levar dados tratados em forma de insights e desenvolver a consciência energética como premissa para influenciar um futuro com processos mais eficientes..

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