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Consumo do Ar Condicionado e seu futuro.

O consumo do ar condicionado (energético) é considerado hoje um dos maiores pontos cego no cenário de eficiência energética global. Essa foi a declaração de Faith Biril, diretor da Agência Internacional de Energia.

A preocupação com o tema faz sentido quando colocamos o problema em perspectiva. Hoje sistemas de arrefecimento já somam 10% do consumo de energia elétrica global, e esse consumo só tende a crescer. A perspectiva de crescimento vem principalmente de economias emergentes que deslocam parte da sociedade para níveis mais altos de consumo e bem estar. Com o aumento da capacidade de compra, naturalmente as pessoas tendem a investir em conforto, como o ar condicionado. Um estudo do IEA indica que a maioria de casas em países tropicais ainda não possuem sistemas de climatização, ao contrário de nações como Japão e Estados Unidos que tem mais de 90% dos lares já climatizados.

A projeção é de que no ano de 2050 cerca de 67% dos lares do planeta tenham pelo menos um ar condicionado. No Brasil foram estimadas 27 milhões de unidades em operação em 2018 e 165 milhões em 2050. Com esse aumento no uso, o ar condicionado é apontado como responsável pelo maior crescimento previsto na demanda energética total de edificações até 2050.

Um dos principais problemas de toda a questão é que os equipamentos de alta eficiência estão parados nas prateleiras. A eficiência média dos equipamentos vendidos é 66% menor do que a melhor tecnologia disponível no mercado. O potencial de economia pode chegar a cerca de 2,8 TWh anuais.

Para tomar uma decisão bem informada o consumidor deve levar em conta não apenas o custo de aquisição do equipamento, mas também o custo de manutenção e de consumo do ar condicionado. Ao considerar a operação fica evidente a proposta de valor dos equipamentos mais eficientes que promovem uma economia duradoura. Nesse ponto a medição discretizada, por uso final, pode ajudar consumidores industriais e comerciais a calcular, na ponta do lápis, qual o tipo de máquinas de ar condicionado são mais econômicas. Também ajuda a responder perguntas como: quanto a operação do ar condicionado custa por mês? Qual a economia prevista com a aquisição de um ar condicionado novo?

A CUBi é especializada em monitoramento remoto e produção de relatórios baseados nos dados de consumo elétrico coletados. Tem alguma dúvida? Entre em contato!

Ricardo Dias

Engenheiro ambiental e urbano pela UFABC e mestre em Sistemas Sustentáveis com ênfase em Energia pelo Rochester Institute of Technology. É co-fundador da CUBi e atualmente CEO.

1 thought on “Consumo do Ar Condicionado e seu futuro.”

  1. Olá Ricardo, esse tema é muito importante e atual, nossa maior preocupação são para os condomínios, onde as pessoas não tem noção sobre o aumento de demanda da unidade e simplesmente vão instalado ar condicionado, aumentando a potência dos chuveiros entre outras cargas sem um estudo do Fator de Carga e demanda restante. Temos realizado esses estudos em alguns condomínios em Brasília e os resultados são os mais diversos possíveis, como a possibilidade de instalação e definição da quantidade e capacidade como NÃO DISPOSNIBILIDADE de carga e é aí que o risco pode acontecer caso as proteções elétricas deixem de atuar. Abraços Marco Oliveira

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