ESCO

ESCO – O que é? Como funciona?

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Para aqueles que costumam ler/escutar notícias dentro do setor de energia, a palavra ESCOs aparece bastante e, em geral, acaba gerando perguntas pois é uma abreviação de um termo em inglês, ou seja, a chance de alguém deduzir seu significado logo de cara é bastante baixo. ESCO é na verdade a abreviação de Energy Service Company, ou em português, Empresa de Serviço de Energia.

 

E o que é uma ESCO?

Mesmo que o termo tenha sido cunhado fora do país, nós o utilizamos comumente por aqui para designar empresas de engenharia que são especializadas em serviços que promovem uma maior eficiência energética. Salvo casos muito específicos, os objetivos comuns de uma ESCO sempre seguem na direção de aumentar a eficiência de um processo/empresa e gerar economia de energia e financeira.  

Uma ESCO usualmente está preparada para atuar em todas as fases do processo de eficiência energética, indo desde pré diagnósticos, onde não ocorrem medições e só são levantadas informações superficiais, até estudos bastante técnicos e auditorias completas. Estas empresas não só efetuam estudos para entender a realidade de cada cliente, mas também propõe projetos de melhoria, fazem todos os estudos de viabilidade técnica, financeira, ambiental e se for o caso, implementam o projeto, coordenam as obras e por aí vai. Além desse amplo leque de serviços, uma ESCO pode ainda implementar projetos de monitoramento energético (utilizando uma das diversas tecnologias de monitoramento existentes) e podem também realizar estudos para propor mudanças de tarifação nas empresas.

 

Um dos maiores diferenciais de ESCOs é que as empresas não só oferecem serviços técnicos, mas também pode partilhar dos investimentos/riscos com o cliente, ou seja, depois de um estudo detalhado de viabilidade técnica e financeira de um projeto, a própria ESCO pode ser a financiadora do mesmo. O cliente por sua vez recebe o projeto (pago pela ESCO) e realiza pagamentos recorrentes relativos às economias geradas pela implementação do projeto. É um formato de negócios que ficou muito famoso nos Estados Unidos, mas infelizmente é bastante raro aqui no Brasil (mesmo que diversas ESCOs possuam a modalidade). Existem diversos motivos para essa baixa adesão das empresas à esse modelo de negócios, um deles sendo a dificuldade de se estabelecer uma linha de base, elemento imprescindível para se entender exatamente a diferença de consumo da empresa antes e depois do projeto implementado. A linha de base é extremamente importante pois ela define o quanto será pago pela empresa para a ESCO depois do projeto implementado. Como os processos produtivos possuem diversas variáveis, essa operação pode ficar complicada rapidamente. Aqui o uso de sistemas de monitoramento energético inteligentes (como o da CUBi) são bastante comuns.

 

Um pouco da história…

Esse modelo de negócios – de ESCO-  surgiu no final da década de 70 nos Estados Unidos. Como resultado da crise energética mundial que estava ocorrendo, os preços de energia começaram a subir muito e novas soluções começaram a aparecer no mercado. Um dos exemplos foi a Time Energy, uma empresa no Texas que criou um dispositivo de automação para desligamento de lâmpadas e outros equipamentos. Naquela época, o mercado ainda não conhecia a quantidade de energia que é desperdiçada com sistemas ociosos e o potencial de economia que dispositivos do tipo podem trazer, então a solução era vista com ceticismo. Para provar o contrário e demonstrar ao mercado que o dispositivo era sim uma ótima maneira de realizar economias, a empresa se ofereceu para instalar o dispositivo por conta própria e só depois das economias acontecerem, receber o pagamento sobre a porcentagem destas mesmas economias. O resultado é basicamente o modelo de negócios de uma ESCO que vigora até hoje. 

Mais informações sobre o mercado das ESCOs, você encontra no site da ABESCO.

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