Indústria 4.0

O que é “indústria 4.0” e o que não é “indústria 4.0”

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Atualmente o termo “indústria 4.0” atrai atenção da comunidade industrial e, por isso, muito conteúdo tem sido produzido sobre o tema. Por outro lado é frustrante não encontrar o assunto contextualizado com o histórico industrial da sociedade moderna tampouco com a realidade brasileira.

O termo “indústria 4.0” se refere à quarta revolução industrial e, por isso, é fundamental que se contextualize historicamente na sucessão das 3 revoluções industriais antecedentes e como elas mudaram a sociedade em que vivemos.

1a Revolução Industrial – Marcou a transição entre sistemas de produção artesanal para sistemas industriais, controlando energia na forma de vapor.

2a Revolução industrial – Energia na forma do petróleo e eletricidade permitiram melhores rendimentos. Também foi marcado por desenvolvimento em métodos de produção (fordismo).

3a Revolução industrial – Potencial da tecnologia da informação começa a ser utilizado em favor da indústria. O computador (hardware+software) é a máquina dessa revolução industrial.

4a Revolução industrial – Marcada pela implementação de sistemas conectados e integrações processadas na forma de comunicação máquina-máquina e máquina-homem para gerar conhecimento útil.

… agora sim, Indústria 4.0

Aqui vale ressaltar algumas confusões usuais:

 

Dados ≠ Informação ≠ Conhecimento

 

Apesar de ser um passo necessário, gerar e armazenar dados não é suficiente para se criar informação. Para transformar dados em informação é preciso tratá-los, muitas vezes isso deve considerar técnicas estatísticas e conhecimentos específicos para que aquela cesta de números se transforme em reconhecimento de padrões e tendências (no limite superior de tamanho também chamado de big data). O salto entre informação e conhecimento também é grande e agora considera a variável humana. O desafio aqui é como fazer com que a informação gerada mude a forma com que a sociedade interaja ou tome alguma decisão a respeito de tal assunto.

 

Conexão ≠ Comunicação

 

Em relação à conexão, temos que realizar que tecnologia liga dois pontos, mas não comunica. A característica de conectividade é usualmente encontrada em soluções de Internet of Things (IoT) ou Industrial Internet of Things (IIoT) que possibilitam o tráfego de dados entre equipamentos (que eram offline) e uma rede. Assim como o conhecimento, a comunicação depende do fator humano, depende do interlocutor e do receptor e muitas vezes não funciona linearmente nem responde à incentivos lógicos e intuitivos. Esse é o desafio do IoT.

No Brasil

Depois de contextualizar, fica evidente que a quarta revolução industrial não se baseia em novas soluções e sim sobre a integração de tecnologias desenvolvidas nas revoluções anteriores. Esses novos sistemas construídos a partir da infra-estrutura existente se traduzem em mudanças drásticas de paradigmas produtivos, aumento de rendimento, possibilidade de negócios disruptivos e promoção de inclusão social.

No Brasil grande parte da indústria ainda vive a transição entre a segunda e a terceira revolução industrial. Por isso, é fundamental repensar maneiras de se acelerar a transição e implementações de tecnologias digitais em um brownfield*. Uma pesquisa conduzida pela CNI mostrou que menos de 50% das indústrias utilizam tecnologias digitais relacionadas à terceira revolução industrial. As maiores barreiras internas de implementação de soluções da indústria 4.0 foram identificadas na falta de conhecimento, alto custo de implantação e dificuldade de integração com TI já consolidado. Como barreiras externas identificou-se a falta de mão de obra qualificada e dificuldade em se encontrar tecnologias/parceiros.

Na CUBi

Na CUBi utilizamos uma plataforma de Industrial Internet of Things aplicável à brownfields para coletar dados e gerar informações através de processamento de BIGDATA. Com isso, auxiliamos nossos clientes a obter um conhecimento avançado sobre seu processo produtivo através do consumo de energia elétrica. Isso tem feito que nossos clientes sejam 30% mais competitivos que não-clientes.

Ao facilitar o acesso à uma das dimensões da indústria 4.0 a CUBi têm auxiliado a indústria brasileira nessa transição rápida que estamos vivendo hoje.

Veja mais sobre eficiência energética aplicada à outros setores em: https://www.cubienergia.com/oceano-azul-para-eficiencia-energetica/

*Brownfield: Antônimo de greenfield. Usado para nomear projetos ou instalações físicas que já estiveram em uso no passado e estão atualmente subutilizados. No caso desse texto, se refere ao parque de máquinas antigo do Brasil com um potencial subutilizado do ponto de vista tecnológico.

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